Marcas que contam histórias: saiba como criar a sua!

Marcas que contam histórias: saiba como criar a sua!

Contar histórias é um ato natural do ser humano. Fazemos isso não só em nome do entretenimento, mas por uma questão de sobrevivência. Boas histórias moldam o nosso entendimento sobre a sociedade e conduzem negócios em todo o mundo. Por isso, marcas que contam histórias com desenvoltura se fazem percebidas no mercado.

O storytelling possui duas vertentes: as histórias (story) e a forma como elas são contadas (telling). Isso significa que, além de criar boas histórias, você precisa criar estratégias para contá-las da melhor forma possível!

Se você está interessado em novas estratégias para dialogar com o seu público e se destacar em um mundo cada vez mais saturado de anúncios, imagens e informações, acompanhe as dicas que nós reunimos para você!

O que é storytelling e por que ser uma marca que conta histórias?

Como o autor Joni Galvão define em seu livro Super Histórias, o storytelling é um método universal que aceita os mais diversos tipos de estruturas narrativas, sendo muito eficiente na contação de histórias.

O que se passa em livros e filmes é um fragmento do que ocorre em nossas vidas: um acontecimento tira o protagonista da zona de conforto e, a partir disso, ele passa por uma grande jornada para alcançar os próprios objetivos.  E se o protagonista dessa história pudesse ser uma empresa, um gestor, uma marca ou mesmo um produto?

Se as histórias nos ajudam a entender novos pontos de vista e novas maneiras de ver o mundo — como cita Robert McKee, autor de Story: Substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro bem coloca —, no mundo corporativo, elas ajudam a estreitar os laços entre a marca e o público. No ponto alto dessa relação, o público começa a recontar as histórias da sua marca.

Lembremos de grandes sagas, como Star Wars. O que faz com que você acompanhe avidamente a história de Luke Skywalker, Darth Vader, Han Solo e Princesa Leia não são os cenários impressionantes, mas o fato do espectador enxergar os próprios valores naquela trama. A história passa a ser sobre ele (o espectador) a partir do momento em que ele se enxerga naquele enredo e nas atitudes dos personagens com os quais se identifica.

O Airbnb é um ótimo exemplo de como uma boa história pode mudar perspectivas. Lembre-se de qual seria a reação de seus familiares e amigos se você, uma década atrás, contasse que viajaria para um outro país e que lá permaneceria na casa de um estranho.

Hoje, o Airbnb representa um mundo onde viajamos sozinhos sem nos sentirmos solitários e compartilhamos nossas casas e conhecimentos em uma relação de ganha-ganha. Assim, os clientes da plataforma conhecem um novo local com o olhar de quem melhor o conhece: o anfitrião.

Em organizações onde os gestores apresentam resistência ao storytelling, vale mostrar que todas as ações de comunicação se beneficiam de aspectos emocionais. Afinal, as decisões humanas sempre passam por esses aspectos.

Como usar storytelling a favor da minha marca?

Marcas que contam histórias são sobre pessoas e o valor que elas adquirem quando dialogam com um produto ou serviço. É preciso que o seu público não só escute o que você tem a dizer, mas sinta confiança em sua marca, partilhando os seus valores. Confira a seguir algumas dicas para construir essa lealdade:

Tenha personalidade

Susan Gunelius, presidente da KeySplash Creative, afirma em um artigo para a revista Forbes que as histórias das marcas não são materiais de marketing, anúncios e tampouco pitches de vendas. Elas devem ser contadas com a persona da marca e a personalidade do escritor em primeiro lugar. Histórias chatas não conectarão a sua marca ao público, mas as contadas com personalidade farão a mágica.

A personalidade conduz a história, mas ela não deve ser uma biografia de uma pessoa só. Ela deve ser sobre a evolução de uma entidade contada com características distintas.

Lembre-se de que as pessoas desejam acreditar em pessoas. Sendo assim, o que sua marca precisa providenciar é uma história conduzida por alguém em quem seu público deseje confiar.

Seja simples

Em poucas palavras, a estrutura de sua história deve seguir o seguinte esqueleto: problema, solução, sucesso. Acrescentar muitos elementos complexos pode fazer com que você (e seu público) percam o fio da meada. Histórias também possuem timing!

Dessa forma, se as histórias precisam manter a simplicidade, elas podem seguir o seguinte percurso:

  • Começo: apresentação do problema que você se propõe a resolver.
  • Meio: descrição de como você resolveu o problema.
  • Fim: mostre como você ficou feliz com a solução.

No final, tenha o cuidado de mostrar que esse não é o fim da jornada. Ele deve sugerir que esse é apenas o começo do sucesso, resultante da sua parceria com o cliente.

Permita que outras pessoas contem a sua história

Uma boa história caminha com as próprias pernas. Se você tem uma para contar, faça com que ela seja compartilhável e que as pessoas possam ser engajadas por ela.

Além de fazer com que ela carregue a personalidade de sua marca, é preciso que você esteja ativo nas redes sociais e conte as suas histórias nas mais diversas plataformas. Faça com que elas sejam parte de quem você e sua empresa são, esteja você escrevendo um post para o Facebook ou programando uma ação para o Dia dos Namorados.

Outro passo importante para melhorar o compartilhamento de suas histórias é fazer com que o seu público se sinta encorajado a contá-las. O depoimento dos clientes é uma das formas mais efetivas de atestar a qualidade de seus produtos e serviços e o peso de sua marca no mercado. Se seu público está satisfeito, aplique isso a seu favor.

Aplique o Método 4×4

Além da já conhecida Jornada do Herói, a sua empresa pode usar uma série de ferramentas para construir uma narrativa envolvente. O Método 4×4, criado por Joni Galvão, é uma dessas ferramentas.

Para aplicá-lo, você deve definir 4 elementos:

  • Ideia governante: moral da história. Pense o que você pretende revelar e como isso pode conduzir todo o decorrer do enredo.
  • Universo: relaciona-se às limitações criativas onde a história ocorre. Quanto mais específicas, mais o público se identifica.
  • Protagonista: é o heroi da história. Tem de ter dificuldades a serem vencidas ao longo da narrativa.
  • Forças antagonicas: a forma como o mundo reage aos desejos do protagonista, trazendo dificuldades. Faz com que as pessoas se interessem pela trama.

A partir desses 4 elementos, crie 4 momentos:

  • Ambientação: é a chance para que sua audiência entenda o contexto da história.
  • Incidente incitante: o surgimento do fator que desequilibra a vida do protagonista, mantendo a audiência curiosa.
  • Complicações progressivas: acumulam-se ao ponto de deixar em xeque a solução de tantos problemas.
  • Final: clímax da narrativa, no qual a audiência entende o valor da sua história. Revela-se a ideia governante.

Marcas que contam histórias utilizam um poderoso recurso para catalisar negócios. Um slogan como o “Just Do It”, da Nike, é fundamentado por uma série de narrativas, valendo-se de simplicidade e impacto para estabelecer conexões mais fortes com o público.

Procure não se prender somente ao passado de sua marca e mostre que as histórias que mantém a sua empresa viva merecem ser contadas e recontadas no presente, sob diferentes perspectivas, e que seus clientes têm um papel fundamental nisso.

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